Procuro uma palavra que me caiba, algo que apeteça-me ser... Um rumo, um prumo, um jeito... Um ciclo de coisas, de nunca e sempre... Em perpétua guerra, comigo mesma, então eu peço-me trégua, e proponho-me. PAZ.

GUARDIÃ DA MINHA IMPUNIDADE DE DIZER...

Eu não consigo ser chique e escrever tudo só em duas frases. Como a maioria faz.

Eu sangro a mente aos borbotões. Como espuma em cachoeira. Vou além da lógica das palavras. E em cada palavra vou me desfazendo um pouco de mim. Eu uso um pouco aqui e outro ali... sou sempre um alinhavo. E de leve, torno-me pesada (demais), mas vou tentando. Não quero um público que passa aqui apenas por cortesia. Esse meu canto é uma visita abandonada (algo pra eu vir me ouvindo). Assistindo-me. Pra eu ser a minha cúmplice. Compartilho-me comigo. Sou meu lumiar na minha lista de palavras (não li"n"das), mas que eu adoro. Como da letra a beleza é a melodia. Eu vou me falando sem querer... Sem falar... Ouvindo-me. Sem dizer (o que dá no mesmo) ou não? Aceitarei gestos (comentários) comedidos – daqueles que me conhecem (profundamente). Não abra as minhas janelas (sem que tenham) algo (para dizer-me).

As minhas personalidades (são impossíveis) de juntar. Me constituem (em milhares) mulheres inocentes de mim (quase todas) diferentes (vontades) sonhos. Gestos (descobertas) impossíveis (acho), mas assentirão ( que eu vá escrevendo-me) as minhas porcarias básicas (ou coisa alguma) frase interessante (deliciosa). Ou talvez nada (seja só um exercício) de um tempo cruel (pra espantar a velhice) risos. Ou só desculpas ridículas. (desde a minha infância remota) eu sei que eu sou assim, eu não tenho conserto. Nem dinheiro nenhum. Eu nem ligo pra coisas importantes. Nem pra pessoas interessantes. Vou “só” sonhando. “Só” pensando. Até eu queimar. E mudar de céu. E não ser mais. Mas eu não sou. E quem é? Quem me conhece sabe. Que eu sou. Ou muito triste. Ou muito irritada. Ou muito feliz. Ou muito apaixonada. Muito intensa. Ou muito tudo. Ou muito nada. Sem controle. Sem siso. Sem nada de nada. Mais informações? As pessoas interessadas. Que acessem. Ao interesse delas. Vou ficando por aqui. Me matutando. Me respondendo. Alguns vestígios? Evocam... Marcas que passam. Permanência? É presença. Tudo é significado. Na fragilidade das listas. Há sempre um olhar cravado em mim (de sempre). E PRA SEMPRE. Cujo sabor é esquecido? (jamais).


quinta-feira, 25 de abril de 2013

SAGA-FICÇÃO? IMAGINAÇÃO ENCANTADORA DE SERPENTES


 

PENSAMENTO/SÍNTESE?

Lucy (luci) Heartfilia? (essa eu vou dizer que é da enciclopédia dos estranhos), só poder ser... Lucy é uma ficção, ou uma “quase” realidade da ficção? (juro), eu jamais poderia supor tanto, entanto em comum, independente de inserir notas de rodapé ou não, é incrivel como tanta coisa (ficcional) é ao mesmo tempo, muito, tudo muito real... Puxa! Eu nem acreditei... E é tudo ao mesmo tempo, tão, (tão) irrealista e louco,  quanto real e fascinante, de repente parece (pareço) ser a ficação (ou o inverso), e tudo isso mexeu tanto com tudo, que  me dei ao trabalho de coletar mais informações ou soletrar tantas coincidências,  pra quem sabe entender, onde, quando, e o porque de tantas afins-reais-coincidências...

Nomes, nicks ou místicas? sei lá... Acho que uma vez em um milhão, essa lucura de realidade parece juntar tantas(muitas) particulas e se envolve/em dizer  com a ficção, sem saber o que diz, a quem o diz, e o porque diz, (sem se saber, e sem se saberem), depois de (pasma) digo.: não exala nisso nem um tipo de vaidade, mas me serve como um jardim de navegar em poços celestes, em propriedades estelares “talvez”, uma fortuna ou uma morte? Não sei... Como saber com qual Lucy/Luci está a chave destes “prováveis” portais? E se esses portais existem mesmo, seriam eles uma rosa ou um chicote? Nada sei sobre chaves, nem sobre mágicas ou espíritos, sei que sempre senti como se fosse uma tatuagem em mim, que vestia-me sem que eu pudesse ou soubesse me desvencilhar disso, algo vestia-me de outro jeito (isso eu sempre soube sentir). E jamais soube um jeito de controlar isso que me escorria/e escorre como água em jardins transparentes, mas que vem sempre como em águas turvas para um olhar confuso (nada esclarecido), estarrecido.

O que sei é que não sou uma maga de nenhuma constelação, tampouco sou originada de alguma esfera cor rosa ou âmbar, jamais sei ser equipada com asas nas costas, espadas com poder magico, ou rastejo com as escritas a cinzel, nada sei sobre ser/ou estar moldada ao brilho da prata e do ouro. Não. Não sou adépta das doze portas do zodiaco, nem menos posso dizer que estou equipada de algum poder raro, e se há alguma chave comigo, estão entregues em separado, e tudo o que sei de mim, é que disso encontro-me na mais completa e total anulação.

É bem verdade que muitas coisas me aparecem em sonhos e em elevadas levas, em grandes sóis, mas os olhos enxergam esses desenvolvimentos no mais profundo e completo abismo, e a escuridão se/me(tateia), e fica mesmo só aquela velha canção antiga dos Beatles (que se desconhece, o que eu desconhecia, fica isso de seguir dublando o não entender de saber. As chaves, e se chaves existem,  ou a bússula, talvez sejam mesmo um celestial canhão de tantas formas que eu jamais entenderei, de qual (ou pra qual), em qual, ou de qual esfera ir, ou para qual me desintegrei, ou me desintegrarei... EU NADA sei!

Jardins ou capítulos. Louco conflito. Sei que esse combate não para por aqui... Isso sinto.Tateio no personagem ou história. Espirito ou ficção. Real não sei. Vai tentando tomar alguma forma. Uma forma. Membro de sí mesmo talvez. Busca seguir seu próprio caminho, e apesar do escuro que envolve esse secreto e grande vale, tenta ser seu único membro em tantas bifurcações. Busca luz. Buscar a luz. Chave ou chaves podem determinar um nível de poder, mas ela sempre soube quem era e é. Um ser sem elementos. Somente e tão somente. Só. “Um pino quadrado para buracos redondos”.

SERPENTE ANGEL

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A SAGA INFANTO-JUVENIL / DESENHO/ QUE COM TANTAS TRAMAS FICCIONAIS e SUAS MÍSTICAS COINCIDÊNCIAS ENCANTOU ESTA SERPENTE...
Lucy ou Luci Heartfilia é a principal personagem feminina da série de anime e mangá Fairy Tail. Ela tem o nome da canção dos Beatles Lucy in the Sky With Diamonds junta a Fairy Tail, no início da série, sempre querendo ser um membro da mesma. Ela está sempre junto com Natsu quando há um trabalho, embora os trabalhos que eles se envolvem, ele não da opção para ela escolher um trabalho facil e que possa fazer sozinha. Lucy é um dos membros mais sãos e mais estáveis de Fairy Tail, muitas vezes sendo a única a reconhecer o absurdo das ações dos colegas de equipe. Ela também está muito confiante em sua aparência e sensualidade, exalando uma certa dose de vaidade. Lucy vem de uma família rica, seu pai possui um grande vale, que serve como jardim de sua propriedade. Porque ela está distante do pai, ela o deixou e sua fortuna após a morte de sua mãe para que ela pudesse seguir seu próprio caminho. Ela é dublado por Aya Hirano.
Lucy pratica mágica dos Espíritos Estelares, uma habilidade que lhe permite chamar os espíritos do outro mundo usando chaves de portal. Antes que ela seja autorizada a utilizar a chave, ela deve assinar um contrato com o espírito para decidir quando é permitido chamá-los. Existem dois tipos de chaves: prata, que são comuns e de uma grande variedade, e de ouro, doze peças extremamente raras que abrem as "doze portas do Zodíaco". Seus espíritos têm diferentes níveis de poder, com os mesmos adaptados para diferentes tarefas. Por exemplo, Aquarius pode controlar a água, enquanto que Touro tem uma força enorme. Ela pode invocar espíritos múltiplos (uma habilidade rara) de uma vez por curtos períodos de tempo, mas cansa-se facilmente quando o faz. A principal fraqueza dela é que ela não pode fazer mágica sem suas chaves(exceto uma chamada urano meteoria), embora capítulos recente mostrem Loki sendo capaz de ser exibido com ou sem ser chamado. Junto com as chaves, ela também carrega um chicote. Sua tatuagem da guilda Fairy Tail se localiza na mão direita, encontrando-se na cor rosa.

Espíritos Estelares

Espíritos Celestiais são espíritos de uma dimensão alternativa. São necessários o uso de uma chave e uma frase de invocação para abrir seus respectivos portões, embora no mangá Leo (Loki) tenha atravessado o portão por vontade própria em algumas situações. O contrato entre um Espírito Celestial e um feiticeiro Celestial é crucial e é feito de modo muito simples. O mago Celestial invoca o espírito e pergunta quais dias da semana pode invocá-lo, apenas isso é necessário para que o contrato esteja completo. Entretanto o contrato apenas pode ser desfeito quando o mago Celestial desejar, se ele for preso ou quando ele falecer. Existem 88 Espíritos Celestias, cada um representando uma das 88 constelações. Além disso, suas chaves estão separadas em duas classes: Chaves de Prata e Chaves de Ouro.
Abrem portões para espíritos comuns e são muito fáceis de se encontrar em lojas de magos e derivados. Exemplo de espíritos estelares originados de chaves de prata:


Caelum, o Cinzel: Quem o possuia era maga Angel, mas após Angel ser capturada seu contrato é cancelado, e atualmente não pertence a ninguém. Caelum possui 3 formas, , em uma delas ele aparece como canhão de alta tecnologia que pode lançar poderosas rajadas de energia; Forma Voadora, nesta forma ele aparece como uma esfera simples voadora que parece tornar a base para as outras formas; Forma de Espada, esta forma tem a parte do "cinzel” da esfera alargada tanto que o cinzel se parece com a lâmina de uma espada e com uma parte da esfera sendo o cabo.
Crux, o Cruzeiro do Sul: Quem o possui é a maga Lucy. Crux sabe tudo sobre os espíritos Celestiais por isso é capaz de dizer tudo para seu dono, ele é o portão que liga o mundo dos humanos com o mundo dos espíritos.
Horologium, O Relogio: Quem o possui é a maga Lucy. Sua única função mostrada foi de proteger o mago dentro dele por um tempo, ele termina todas as frases que o mago diz dentro dele com um "Foi o que ele(a) disse".
Lyra, a Harpa: Quem a possui é a maga Lucy. Usa um gorro, um vestido, e tem asas nas costas. Ela canta sobre as emoções e muitas vezes gosta de tirar pedidos, Lucy a usa para espetáculos de musica ou competições.
Nicolas, o Cão Menor: Quem o possui é a maga Lucy. Seu nome genérico é Nicolas, mas Lucy por o achar ele fofinho, lhe dá o nome de Plue. Sua única habilidade é a anulação, mas Lucy o usa mais como animal de estimação. Ele é muito popular entre os feiticeiros iniciantes por gastar pouco poder mágico.
Pyxis, a Bússola: Quem o possui é a maga Lucy. Chave que Lucy usa durante o torneio mágico de Fiore. Pyxis funciona como uma bússola , e mostra o caminho que seu mestre deseja .

AS CHAVES DE OURO
Abrem os 12 portões das constelações do zodíaco. São difíceis de ser encontradas. Muitas vezes só são entregues como recompensas de missões Classe S. Exemplos de espíritos estelares originados de chaves de ouro:
·                    Áries
(O Carneiro): Quem a possuiu foram as magas Karen, depois a Angel que roubou de Karen após matá-la. Atualmente pertence a Lucy, que recebeu a chave da própria Áries após Angel ser capturada e o contrato ser cancelado. Áries é uma mulher tímida, quando estava com Karen foi maltratada por aparentemente não possuir habilidades de combate. Na saga Oracion Seis é revelado que Angel matou Karen, por isso tinha a chave de Áries. No fim da batalha contra a Oracion Seis Lucy recebe a chave de Áries, no final de suas falas aries diz sinto muito.
·                    Taurus
(O Touro): Quem o possui é a maga Lucy. Taurus é forte, tem uma aparência humanóide com cabeça de touro, constantemente elogia o corpo de Lucy. Empunha um machado gigante que possui um alto poder de destruição.
·                    Gemini
(Os Gêmeos): Anteriormente pertencia a Angel, mas após Angel ser capturada e seu contrato com ela cancelado, os Gemini deram sua chave a Lucy.. Gemini pode se transformar nas cinco ultimas pessoas que tocou, pode copiar suas habilidades, pensamentos, magias e memórias. Quando Gemini foi mandado para matar Lucy, eles viram as lembranças de Lucy e o amor dela para com os espíritos estelares, por isso foi incapaz de matá-la.
·                    Câncer
(O Caranguejo): Quem o possui é a maga Lucy. Câncer tem aparência de cabeleireiro carrega duas tesouras que usa como arma, seu cabelo tem forma de garras e em suas costas tem 6 patas de caranguejo. Sempre que termina suas frases ele diz “Ebi” que significa Camarão. Anteriormente pertencia a Layla Heartfilia, e foi entregue a um mago iniciante depois que ela abandonou a vida de maga, mas depois que Lucy decidiu seguir o ramo da magia ela recebeu a chave de Câncer.
·                    Leo
(O Leão): Anteriormente pertencia a Karen, agora pertence à Lucy. Era conhecido na Fairy Tail como Loki. A sua antiga dona, Karen, era uma maga cruel que maltratava os seus espíritos, na tentativa de livrar Áries e a si próprio dos contratos ele recusou-se a voltar para o mundo dos espíritos, impedindo sua mestra de invocar outros espíritos, mas acabou sendo responsabilizado pela morte de sua dona, pois ela havia partido em um trabalho achando que poderia abrir dois portões do zodíaco simultaneamente, e como não conseguiu, foi morta por sua inimiga. Por isso Leo foi condenado a viver no mundo humano, onde um espírito não pode sobreviver por muito tempo. Mesmo em más condições ele entrou para a Fairy Tail e passou a usar o nome Loki, conseguiu trabalhar ativamente como mago por dois anos escondendo a história com Karen e o fato de ser um Espírito. Quando já estava prestes a desaparecer Lucy descobre a verdade sobre Loki e convence o Rei dos Espíritos Estelares a perdoá-lo e deixá-lo voltar ao seu mundo. O Rei dos Espíritos disse que Leo deveria ser fiel a Lucy para ter o verdadeiro perdão.
·                    Virgo
(A Virgem): Antes pertencia ao Duque Everlue, mas após ele ser capturado, Virgo dá sua chave a Lucy . Após a descoberta das ações ilegais de seu antigo dono, passa a pertencer a Lucy, ela tem o poder de cavar buracos em alta velocidade. É um espírito muito leal a quem possui sua chave, a ponto de ter o poder de modificar sua aparência de acordo com a vontade de seu dono, isso faz com que seja um dos espíritos mais usados por Lucy. Sua personalidade é séria, não demonstra emoções e costuma levar tudo ao pé da letra, por isso acaba protagonizando muitas cenas de comédia. Quando pertencia ao Duque Everlue ela assumia a forma de uma mulher grande e forte, para Lucy ela se torna uma linda garota,toda vez que Lucy a chama ela pergunta"hora da puniçao".
·                    Sagittarius
(O Arqueiro): Quem o possui é a maga Lucy, que ganha sua chave como recompensa pela missão na Ilha Galuna. Sagittarius aparenta um homem comum que veste uma roupa de cavalo, possui grande habilidade no tiro com arco, e é famoso por ter precisão perfeita. Sempre termina suas frases dizendo "moshimoshi"
·                    Scorpio
(O Escorpião): Pertencia a Angel, mas após ela ser derrotado por Lucy e capturada, seu contrato com Angel é cancelado, e ele dá sua chave a Lucy. Scorpio é namorado de Aquarius, eles têm um relacionamento feliz. Sua arma é sua grande cauda que lança magias de vento e areia.
·                    Caprico
(A Cabra): Quem o possuía era a mãe de Lucy, Layla, que ficou doente e desistiu da magia, deu suas chaves a três feiticeiros iniciantes. A chave de Caprico (Capricornus) foi entregue a Zoldeo. Caprico havia feito um acordo com Layla, garantindo que se um dia um de seus descendentes seguisse o ramo da magia, Caprico seria fiel a ele. Zoldeo tentou usar sua magia de submissão humana em Caprico, mas a magia funcionou de forma errada, e Zoldeo ficou preso no Corpo do espírito. No Arco Grimoire Heart, Zoldeo tenta entrar no corpo de Leo para matar Lucy, mas Caprico, já livre vence com a ajuda de Leo. Agora a chave de Capricornus pertence à Lucy.
·                    Aquarius
(A Portadora da Água): Quem a possui é a maga Lucy. Aquarius tem cabelos comprimidos e carrega um vaso, ela lança correntes de água, não se da bem com Lucy e é inimiga de todas as mulheres jovens,quando lança suas correntes d'agua sempre atinge Lucy com seu poder intencionalmente. É namorada de Scorpio. Anteriormente pertencia a Layla Heartphilia, quando Layla desistiu da magia sua chave foi entregue a um mago iniciante, quando Lucy decidiu tornar-se maga ela recebeu a chave de Aquarius.
·                    Peixes
(Os Peixes): Quem possui é a maga Yukino. É usada contra a maga Kagura nos Torneios Mágicos. Possuem duas formas, a forma " Normal " onde são dois enormes peixes, um preto e um branco e podem se esticar e flutuar além de serem muito fortes, e sua " Forma de Batalha " Quando Ganham uma aparência Humanóide com escamas de peixes.
·                    Libra
(A Balança): Quem a possui é a maga Yukino. É usada contra Kagura nos Torneios Mágicos. Pode alterar a gravidade de um local específico ou diminui-la.
·                    Ophiuchus
(O Encantador de Serpentes): Quem a possui é a maga Yukino. Ela usa essa chave nos Torneios Mágicos. De acordo com Lucy, é um espirito desconhecido, excluído dos 12 Portões.]


Origem: Enciclopédia livre.

 


terça-feira, 23 de abril de 2013

A PUTA (Uma análise despretenciosa)


Pablo Picaso - Erotic scene Known as "La Douleur", 1902-03, Oil on Canvas



A PUTA...


Num público qualquer
Num sujo submundo
Num irracional des_principio
Num lugar liberto
Livre gozo
Livre sentido
Aspecto do des_entender

A PUTA...

Decepatadas possibilidades do livre
Suicídio interno
Vício do talvez
Imaginação do entender

FODER, FODER, FODER...
Banal
Trivial
Carne - incisiva
Cheiro- umidades- gemidos 
Depósito de profana natureza
Prazer  do outro sexo

A PUTA...

Navalha e prazer que cega e cura
Carnal-morfina do qualquer
Boceta-boca-limite do indomável

A PUTA...

Mira e remédio
Garganta - goela abaixo
Não/ou obriga-me,
eu quero 
Depois cobrarei...

A PUTA...

MULHER!
[do depois desse fascínio.  nada mais de ti eu subtrairei] 

SERPENTE ANGEL

A Puta. Influências, indecências e culpas deliciosas By Drummond

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A puta
Quero conhecer a puta.
A puta da cidade. A única.
A fornecedora.
Na rua de Baixo
Onde é proibido passar.
Onde o ar é vidro ardendo
E labaredas torram a língua
De quem disser: Eu quero
A puta
Quero a puta quero a puta.
Ela arreganha dentes largos
De longe. Na mata do cabelo
Se abre toda, chupante
Boca de mina amanteigada
Quente. A puta quente.
É preciso crescer esta noite inteira sem parar
De crescer e querer
A puta que não sabe
O gosto do desejo do menino
O gosto menino
Que nem o menino
Sabe, e quer saber, querendo a puta.



CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

segunda-feira, 22 de abril de 2013

IMPÉRIO DOS SENTIDOS (TABU?)



 

[Obra de Nagisa Oshima, de 'O Império dos Sentidos', foi marcada por rupturas e erotismo]

Há 37 anos, em 1976, "O Império dos Sentidos" fez de Nagisa Oshima um cineasta popular em todo o mundo. O tórrido romance entre Sada e Kichizo surpreendeu espectadores e censores: como podia um filme ser "'sério" e "pornográfico" ao mesmo tempo?

"O Império dos Sentidos" foi também o momento mais radical de uma carreira marcada pelo radicalismo. Um filme que lembra muito as ideias e a proximidade entre o amor e a morte. Mas não as ilustra. E havia outras ideias ali: esse amor existia em contraponto (quase oposição) ao militarismo japonês.

SINOPSE I - IMPÉRIO DOS SENTIDOS:

É a história de uma ex-prostituta que envolve-se em um caso de amor obsessivo com o senhorio de uma propriedade onde ela é contratada como criada. o que começa como uma diversão inconsequente transforma-se em uma paixão que ultrapassa quaisquer limites. É o mais belo filme erótico do cinema contemporâneo. Inspirado em um caso real, mostra a história de um amor absoluto, onde dois amantes vivem uma paixão total, uma intensa obsessão pelo prazer. Seus desejos se confundem enquanto uma delicada e sensual atmosfera os envolve. Para os amantes não há fronteiras na busca do êxtase ilimitado e puro.

SINOPSE II - IMPÉRIO DOS SENTIDOS:

Falar de um tabu em nome da honra. É a seqüência explicita do espírito de um homem ousado para o seu tempo. Depois de dizer o que tinha a dizer recolheu-se em suas idéias de esquerda desde os seus tempos de estudante, estava dito, e muito bem dito. Homem complexo, cujas fantasias e cenas de sexo explicito foram consideradas marco no cinema de arte. Filme realizado no Japão militarista dos anos 30, e ainda hoje é censurado em seu país de origem.

SINOPSE III - IMPÉRIO DOS SENTIDOS:

Sobre um homem e uma mulher que se isolam e realizam todas as suas fantasias sexuais. Marco e tabu ainda hoje. Escândalo de uma época.
Sem dúvida uma obra entre a névoa e um túmulo de sol. Incômoda e especial. Surpreendente... Crucial... Magistral, e forte como o seu nome. Um clássico,  idealizado e dirigido por um dos diretores mais ousados e também mais controvertidos do Japão, Oshima, emblemático e conceituado, fundamentou a sua importância com certeza, e causou polêmica diante das platéias da grande tela,  sua importância lhe garante um lugar de honra na história do cinema. 

By imagens/cenas do filme Império dos Sentidos

domingo, 21 de abril de 2013

MOMENTO FADINHA


[sobre argumentos estéreis ou férteis...]

algumas palavras são rosas.  algumas respostas são mais bonitas no silêncio,
prudente seria não esquecer, que em ventres tardios não brotam girassóis]
o fruto brota do feitio. de cada chegada
flores agridoces desabrocham na largueza do sorriso

um cheiro de vento que baila nos cabelos...
(é tão bom, hummmm)
riscas pretas e amarelas. inevitável mel
da abelhas os ovos estrelados.
que argumenta um novo. em duas ou três larvas. a metamorfose da borboleta

poderes que o silêncio arranha. em silêncios mudos que dizem
o meu pequeno príncipe ta no doce do lábio superior. ta na maça do rosto
sacana. seria desviar. dos teus olhos azuis

o nariz anda junto. com o cheiro dos beijos na memória
a mão calha na saudade. de ler novamente
a voz é um abraço. de sensação maravilhosa
(ah, imaginação!)

sobre o príncipe, a raposa, o chapéu, e as nossas cabeças formatadas...
cativar
criar laços
ser inteiramente (não igual a cem mil outros)
olhos únicos
sensação maravilhosa
traduzir palavras
falar com o olhar de dentro pra fora


sentimentos que iluminam
necessidade absoluta
osmose do sussurro com o ouvido
do laço com a mão e o cabelo
do meu corpo com o teu
da voz e o nome
do olhar e o belo
do tempo e nós...

a areia, o rio, o mar
imediatas conclusões
deitar cá estando lá
lugares de crer no paraíso do inventor daquele riso
da tela e do se perder
se encontrar
ser feliz
trazer o sol
deixar tomar de flores o nosso jardim

sim, são poucos que realmente se importam...
o resto são só curiosos...]
algumas coisas ultrapassam somente uma pequena escala de olhares...



EXPLICAÇÃO CONVINCENTE


quando não me deixo amar
me disfarço de pink]
se pudesse me ver
saberia do rubro no meu rosto...

talvez porque eu seja cheia
de mal (feitinhos...) :)
como uma mala da infância

um rompante de diabinha
em sua inocência infantil

ou talvez sejam só fragilidades inocentes
que tem medo de se mostrar
- versão cereja antes da flor...

SENTIR VERSUS SENTIDOS


essa é uma boniteza da mulher que o tamanho do mundo é incapaz de definir]
não há época mais bela. e mais radiante para nós...
é como se desmoronasse um tumulto de paz dentro da gente.

MODO LUAR



são dias que insistem em cruzar nossa vida
dias sem maquiagem]
dias que mimam

dias cheios de quantidades inocentes
atenuados de bonitos
de babados e rendas...

SOBRE A RAZÃO DOS MEUS POEMAS SUJOS

Partilhar é bom...

[me emprestando flores... quem sabe numa vã tentativa de me despoluir]



"Se tivessem acreditado na minha brincadeira de dizer verdades teriam ouvido as verdades que teimo em dizer a brincar, falei muitas vezes como um palhaço mas jamais duvidei da sinceridade da platéia que sorria."
Charles Chaplin




by partilhar é bom

sábado, 20 de abril de 2013

BABEL


figura3lidiane

Imagem: Operários – Tarsila do Amaral
“Não me importo com os negros, não sou negro”, “não me importo com os gays, não sou gay”, “não me preocupo com os pobres, não sou pobre”. Bertolt Brecht bem lembra:
“Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro
Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário
Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável
Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei
Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.”


Republicação/By de A  vida, o Universo e tudo mais: 

A Máquina do Mundo – Carlos Drummond de Andrade


A Máquina do Mundo
E como eu palmilhasse vagamente
uma estrada de Minas, pedregosa,
e no fecho da tarde um sino rouco

se misturasse ao som de meus sapatos
que era pausado e seco; e aves pairassem
no céu de chumbo, e suas formas pretas

lentamente se fossem diluindo
na escuridão maior, vinda dos montes
e de meu próprio ser desenganado,

a máquina do mundo se entreabriu
para quem de a romper já se esquivava
e só de o ter pensado se carpia.

Abriu-se majestosa e circunspecta,
sem emitir um som que fosse impuro
nem um clarão maior que o tolerável

pelas pupilas gastas na inspeção
contínua e dolorosa do deserto,
e pela mente exausta de mentar

toda uma realidade que transcende
a própria imagem sua debuxada
no rosto do mistério, nos abismos.

Abriu-se em calma pura, e convidando
quantos sentidos e intuições restavam
a quem de os ter usado os já perdera

e nem desejaria recobrá-los,
se em vão e para sempre repetimos
os mesmos sem roteiro tristes périplos,

convidando-os a todos, em coorte,
a se aplicarem sobre o pasto inédito
da natureza mítica das coisas.

(Trecho de “A Máquina do Mundo”, de Carlos Drummond de Andrade)

Homens Ocos – T. S. Eliot


   A Flor e a Náusea
Os Homens Ocos
Nós somos os homens ocos
Os homens empalhados
Uns nos outros amparados
O elmo cheio de nada. Ai de nós!
Nossas vozes dessecadas,
Quando juntos sussurramos,
São quietas e inexpressas
Como o vento na relva seca
Ou pés de ratos sobre cacos
Em nossa adega evaporada
Fôrma sem forma, sombra sem cor
Força paralisada, gesto sem vigor;
Aqueles que atravessaram
De olhos retos, para o outro reino da morte
Nos recordam — se o fazem — não como violentas
Almas danadas, mas apenas
Como os homens ocos
Os homens empalhados.
II
Os olhos que temo encontrar em sonhos
No reino de sonho da morte
Estes não aparecem:
, os olhos são como a lâmina
Do sol nos ossos de uma coluna
Lá, uma árvore brande os ramos
E as vozes estão no frêmito
Do vento que está cantando
Mais distantes e solenes
Que uma estrela agonizante.
Que eu demais não me aproxime
Do reino de sonho da morte
Que eu possa trajar ainda
Esses tácitos disfarces
Pele de rato, plumas de corvo, estacas cruzadas
E comportar-me num campo
Como o vento se comporta
Nem mais um passo
— Não este encontro derradeiro
No reino crepuscular
(Trecho de “Os Homens Ocos”, de T.S. Eliot. Tradução de Ivan Junqueira)

sexta-feira, 19 de abril de 2013

INVASORES MENTAIS


[os invasores do planeta da minha mente não podem ser identificados. não há uma característica que possa ser definida] 

Amanhecer com o corpo invadido por uma alma peregrina que me come as entranhas... com conversas mentais num embate com a minha mente... enfrentar um estilo diferente todo dia...  amoroso... romântico... fogoso... independente... espetáculo sobrenatural... hospedeira de mim...

Sei que existe quem prefira água-com-açúcar... previsível... obvia... um livro se conhece pela critica... mas “talvez” você que me lê isoladamente... entenda o meu jeito turbilhão  de ser... só “você”... talvez só você entenda o meu jeito avestruz de evoluir intelectualmente...

SÓ...

Não sou menininha de público-alvo nenhum... gosto do meu gênero de escrever...

SÓ...

seria só um sonho dentre os meus sonhos? que a fome e a violência sejam erradicadas da terra, bem como todos os problemas climáticos do planeta sejam resolvidos... que exista paz e amor entre todos os seres... talvez pela impotência dessas soluções... "quem sabe", se justifique essa tristeza melancólica... que se extrapola pra fora realidade... em explosões surreais.... Uma tentativa de proteger-se? fugir? isolar-se? não participar da realidade talvez seja a maneira de lidar com essa amoricidade apática quase incapaz de aplicar-se... talvez uma tentativa de continuar vivendo (aqui?). pareço viver em alguém que está preso num passado. num passado que não sei onde é. alguém que remete-me ao silêncio... uma saudade que eu não sei do que, nem porque, ou por quem... não há motivos. mas está sempre no meu relógio-calendário. neste tempo...

ou talvez... sejam só resquícios das minhas leituras (aos poetas) malditos. 

[porque eu sozinha não me posso. é a solidão que inventa-me. as flores do mal...]

quarta-feira, 17 de abril de 2013

RETOS CONCEITOS TORTOS





 juro que invejo quem é leito de um só verso. Mas sou matéria viva... tenho sono, sede, fome... Experimento-me em sensações contrarias a partir da realidade dos sonhos. Devoro tudo o que é, o que julgo que (tenha) vida]
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Escrita de Liquidificador

A centopéia pisoteia
Na ponte

Os piolhos pisam nas covas dos cabelos
De cimento

Na passarela de cimento a retina
Retém e rumina os ideais sem idéias

Há conceitos tortos
Brancos
Negros estaiados pelo tempo

Forma deformada
Obtusa
Desusada

Renega de si
e condena os dos outros

Espelho de caos interno
E eterno

Lucidez do cérebro
Ou palavras díspares que disparam?

Aleijadas tentativas
de reciclar desguardados?

No vácuo das chamas
o que queima não é o fogo,
mas o que arde
sem alardes...

Então é isso,
essa letra deve ser mais
um daqueles abacaxis que escrevo,
uma espécie de centopéia errante,
errada pra lugar nenhum,
sem titulo,
ato secreto pois,
então desvie o olhar...

A minha filosofia não está santa,
ela ta tentando é me enlouquecer,
acho que tenho andado só(lilóquia) demais,
(lendo demais),
talvez em sonhos fumegantes e absurdamente desfragmentada,
acho que to ré,
devo fazer uma renuncia virtual
antes que eu vá me desafundando do abismo?

Devo dizer que to embarcada
em novo comboio,
cujo alvo,
é a PAZ.
Então penso que,
chega de fazer
alicerces pra Alices.

Porque a maioria
dos afetos são escondidos?
Deve ser por que
a roda gigante do mundo é grande
e eu sou só um ponto cego amador.

Talvez você diga que o meu proibido
é um lixo,
e eu digo que a tua vida é encapsulada.

Eu repito:
A minha liberdade de dizer
é o que eu tenho pra sonhar...
 **
      ***
             ****
                     *****
                               ******
                                          ******* 
Brincando com um medidor de palavras fraseadas bipolares?
Isso é um extra lixo do ordinário?
Ou seria isso só um ingrato grão do abismo?
Como saber?
Essa poeta é tsunami ou terremoto?
Pessoa bilíngüe virtual?
E que (às) vezes brinca de ser devassa...?

Mas meu exercício diário tem sido o DESAPEGO
O resto é tudo esperança espalhada que tem ficado por aí
Esperança híbrida...
Acho que estou em construidestruição....]
AUTOBIOFAGIA?
uma pronuncia nativa...
Só digo que acho vitalício comer a vida viva,
a vida em três movimentos
um corpo que pulsa além do coração
são vocês que colocam essa poesia viva na minha boca
eu só faço amor com essa literatura de fora
com a minha própria boca
e eu me sinto dividida em tantas coisas,
e de repente me parece que essas realidades estão perto demais...
há uma disposição transversa e eu vou ficando entontecida diante
de todas as letras, e vou me deitando sobre o linho do idioma de cada uma delas,
e então bio-me,
transverso-me,
de atitudes humanamente impensáveis...

AUTOBIOFAGO-ME!
ETERNO-ME,
ENTREGO-ME,
ETERNO CICLO


VIESES

profano

era vicio, amor ou paixão o desejo que ela sentia por ele? o seu cheiro, a sua pele, o odor que exalava das suas axilas... o que escorria por entre as suas coxas... tudo tinha o cheiro bom do seu homem... Tudo nela excitava e rescindia a sexo … ela não falava sobre isso com ninguém, mas ela sabia que ele sabia... e ele sabia também que ela sabia, ambos se sabiam como ninguém... ela sabia que muitos o(a) achavam anti-social... (por só se pertencerem/bastarem-se/estarem a sós e um no outro) um para o outro, mas ela só sabia que  o amava sem restrições... e que não havia um só dia em que não confessasse (que o queria) e a ele dava (eram dele) todos os seus sonhos... (sim), ela era dele (unicamente) em cumplicidade sem precedentes...

SOBRE OGROS E SORRISOS



é muita sorte eu ter você
pra ser a moldura do meu sorriso..

um ogro com sorriso feito a pincel
um ogro doce
ogrodoce
moldura do emoldurável

é pra ser lido
em relevo constante
só ternura...

talvez o espelho
tenha medo do segredo
por isso se apaixona
pelo sorriso...

só talvez]




assinado: FIONA


sábado, 13 de abril de 2013

BOLA e SUCO são coisas fáceis de escrever? : )



Em tempo dessa BABEL PEDAGÓGICA. A produção de conhecimento no interior de um homem vai muito além dos sermões... Além de rousseaunianos, comtianos, socratismos, kantinianos... Vai além da problemática tradicional e da babel desordenada também... Liberdade não quer dizer CAOS. Acredito numa convergência para a luminosidade. Sim. Mas não num questionamento radical desordenado. Cada uma ao seu modo. Livres, porém organizadas... Com uma ideologia entusiasta e crítica... A imaginação infantil é uma bomba desativada... é preciso entender que essa infância pueril é um templo positivista...  É preciso cultivar esse espaço... Pois ele  é clamoroso... Ele clama... Basta ouvir... Não há mais espaço para os teóricos evangelizadores da pedagogia tradicional militantista... As gerações de hoje são entusiastas... São célebres... Já chegam num caminho de volta e já trazem inauguradas novas práticas... Refletir essa nossa época é necessário... Desconvencionar-se desse design com têrmos vagos e pré-estabelecidos (prontos). É um salto de notável pensar.


FÁBULA DA DESAUTORIDADE DE SE DEIXAR IR DESDE O SEU INÍCIO
(analisando abordagens num processo criativo educacional) LIVRE

Ming era uma nuvem... uma nuvem de dedinho... com olhinhos de carinho... uma nuvem de macarrão... de algodão... de céu... de penugem de novelo... nuvem de fio de cabelo... de cabelo branquinho... com cara de carinho... mas vivia trancada numa caixa... com cara de gato... mas ming não era um sapato... nem um gatinho... ming queria ser livre... como um alazão ou um tigre... ming era uma nuvem sereia.... que vivia na caixa... tinha descido na hora errada... era molhada... mas vivia trancada...  tinha grades na caixa pra ming não fugir... tinha guarda-chuva pra ming não se molhar... mas ming não tinha frio.... ela iria adoecer era de tristeza... se não pudesse sair... Ming queria fugir... Ming então começou a escrever palavras malucas... palavras barulhentas... cheia de desarrumadinhos...  Ming estava ficando maluca... sua poesia era um misto de fantasia e música... de luz... de ave... de azul... de sol... de voar.... de i... de a.... de l.... de v.... ming escrevia zabumba com sino... pato com violino... palhaço com caracol... bola com tambor...  foguete com aquário... ming e o seu imaginário... amora até rimava com aurora... mas a noite inteira era cedo... o seu céu era cor de âmbar.... a noite não era insônia... nas asas do sonho de ming.... tudo era brincadeira...  ela voava para além da janela...  nas bolachas da lata de biscoito... no tempo molhado... no relógio parado...  e no vento calorento... ming parecia um catavento... vivia em movimento... num caminho sem sair do lugar... em folhagens que eram abrigos... ming não sabia dos perigos... de ir compondo o seu abrigo... fazendo ser céu e mar...

Ming sereia nuvem... menina... bordado de palavras...  ave-amor... com bico de beija-flor...  Ming sonho da infância... Ming palavrinha de ouvido... sininho de descobrir,  o que do sábio tava cansado de sair... e saber de cor...

PALAVRAS 

A imaginação infantil (é como a minha) é um turbilhão, algo que parece fácil de dizer (e fazer) carro... copo... jarro... bule.... casa... bolo... cabelo... beijo... goiabada... panqueca... avestruz... palavras complicadas... que mais parecem espelhos dos espelhos... vermelho dá sereia... estrela vira teia... como é que eu vou fazer? Ai meu Deus!  Eu quero a minha mãe! Mãe de mãe, avó, sereia, revista, filha... eu acho que vou dormir... meu pijama é uma zebra... é tanta verdade na escola... que é melhor eu dormir... amanhã eu organizo... meu guarda-chuva com cara de macaco... meu casaco com olhos de tigre, com certeza vão me proteger... para além dessas grades, a muito que juntar... a muito que aprender a juntar... escrever é somar... somar é ler... mais que isso... aprender é entender... Tão bom revoar nas palavras... brincadeira de sonhos... onde palavras são bordados... descobri que ensinar... É SIM. UM ATO DE AMOR.



Relatos ALFA: (bem)poéticos? De uma Professorinha. Eu... Professora Alfabetizadora...? Com muito orgulho (sim senhor).
Meus alunos tem entre 6 e 9 anos.
Eu gosto de dizer que sou uma DESEDUCADORA.
O lúdico e sensível universo infantil não carece de explicações ou significados precisos... é um conjunto de estrelas... de planetas e de galaxias... de astros celestes...de alô papai... oi mãe... eu amo a minha professora... é um encantador mundo de palavras, letras e riscos coloridos, sons e ruídos... onde a magia solda-se num segundo. :)

Antítese ou Paradoxo?




imagem: By Pinacoteca


Conceitos absurdos – contra-senso- disparate... algo que sempre aconteceu nas minhas “verdades poéticas”... algo que aconteceu não acontecendo... algo correto em poesia... porém, incorreto no sentido lógico...  oximoros... paradoxos viciosos... figuras de estilo... a luz do senso comum sempre relacionou-me a esses paradoxos. Antítese ou paradoxo? apenas a figura do pensamento. Sem sentido lógico.

Poesia não é pra entender. É pra sentir.
É como a melodia da música. A gente não entende. Mas gosta. Ou não.






EXPLOSIVA DESCOBERTA

acho que tem a ver com. às vezes as palavras me enforcam...]



Ainda me atordoa.
Estou cego e vejo.
Arranco os olhos e vejo.
(Carlos Drummond de Andrade)



A gente se silencia
Se tonteia
Se ensurdece
Se despalavreia.
Só pra depois se ressuscitar.
(Serpente Angel)

DESABOTOAMENTO




E a gente era como um pássaro de fogo... a gente se fugia e se entrava pelos ouvidos... se escorria pela pele... pelo cheiro... se adentrava pelos braços... pernas... pés... dedos... pelos... cílios... olhos... a gente tinha um cheiro de insone um no outro... do outro... para o outro... a gente se encontrava no emaranhado dos nossos cabelos.... no enroscamento das nossas madrugadas em concha... nas coxas... no mais... mais... mais... no muito mais... a gente se tinha pelo nariz... o nariz no sexo... e o nosso sexo era na boca... a nossa língua era os nossos dedos... e os nossos dedos era o nosso coração... a gente era nosso... só nosso... e de ninguém mais... o meu era teu... e o teu era meu... de ti... de nós... só da gente... de ninguém mais...  a gente se desabotoava...  se desbocava... a  GENTE SE DESCABIA

a gente era tão imenso... a gente não se servia...]



"Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?"
 (Camões)





POEMINHO DO BROTAMENTO





Tic – tac
Tic - tac
Tic - tac

MINUTOS...
HORAS...
TEMPO

tic - tac
tic - tac
tic - tac

estar
demorar
atrasar
ficar

FAZER
RE-FAZER
fazer outra vez

alegrar
causar
passar
ser

dia
noite
noite
dia
dia e hora
hora e dia
vai embora
volta hora
volta agora
volta depois

Tic
Tac
Tic
tac
tic
tac

trinca o olhar
a arca do olhar
a luz é de ouro
do teu
do meu
em mim
pra mim
pra ti
pra nós
brotamento...
tom morno
tempo morno
morno de paz...
sensível momento
películas de cristais?

BROTAMENTO...?
desvindouro





DESVINDOURO: Neologismo da autora






sexta-feira, 12 de abril de 2013

VOO DE ÍCARO


um amor tão grande
a gente não esquece

a gente se adormece...]

LONGE É UM LUGAR QUE NÃO EXISTE...




Eu te esperei...
Sei que as nossas distâncias
Estão além das tempestades
Dos desertos
E das montanhas...

Sei da mágica das tuas asas
Do teu coração de beija flor
Eu iniciei essa viagem
Ainda que seja um tempo de silêncios...

Eu fui!
Eu sei que é difícil compreender
Mas eu fui!

Eu estava lá!
Atrasada...
Depois da hora...
É bem verdade,
mas eu estava lá conforme combinamos...

Quilômetros nos separam,
E eu voei em silêncio através desse tempo
Por um longo tempo...

Conversamos enquanto você me fitava profundamente
Com seus olhos cor de âmbar...
Você tirou teu coração e implantou em mim...
E me disse...
É TEU!

Nos meus olhos um lago escorria...
E eu balbuciei...
Eu me sei pequena minha águia!


Eu sei do teu coração de beija flor...
Eu sei do teu perfume...

Eu sei de todas as tuas coisas...
Do teu tempo...
Do cuidado que me dispensa...
Eu sei da tua luz...

Depois da nossa conversa...
Subimos juntos para além dos ventos da montanha...
Voamos juntos...
Como um presente por eu ter atravessado tantas distâncias...
Você pousou suas asas sobre mim...
Me doou da tua coragem...
Num tempo só nosso...
Nesse tempo que começou antes que o nosso tempo existisse...
E eu fui crescendo...
Você me disse que eu sou a tua criança
Aquela que você precisa conduzir pela mão...
Que me quer adulta e madura,
Mas para sempre eu serei a tua eterna criança...
Você sempre me diz: minha (Lu),

a tua riqueza é o teu coração!

E você me levou pra voar...
E escolheu com cuidado as palavras pra eu caminhar
Me conduziu sobre as nuvens...
Disse que eu estava aprendendo...
Que os meus olhos um dia vão abrir...
Mas que eu já nasci cristal e luz...

Você sobrevoou comigo
O mar...
As colinas...
Abaixo e acima do sol...
E pousamos juntos num telhado de céu
Você ,me disse com tanta ternura que me compreendia...
Que eu sou um pássaro que ainda caminha
Mas que eu irei voar sim!

(um dia)
E que por isso,

me demonstra o (meu voo),
com o teu voo em tuas asas

Então você me deu um anel...
Um anel que cintila e é luz,
Um anel especial...
Um presente alado
Numa caixa de nuvens doces,

com laços e atada com cristais...
Diz que o anel entre nós dois é um nó
E não pode e nem será retirado por ninguém...
Nem jamais será destruído
Diz que a matéria é a luz
Que a intensidade é o amor
Que a nossa cor é o azul...
Que eu sou o teu mundo

E que você é o meu mundo inteiro
Que sou a tua única,

e tudo quanto eu puder ver
Eu poderei ver através dos teus olhos,
Você é o meu presente...
É inteiro meu!

O anel...
O anel que me dá as tuas asas
E que eu posso ver e voar através dos teus olhos
Posso permanecer no céu quanto eu queira...
Seja noite ou seja sol...
Me diz que estou elevada...

Que sou mais que todas as constelações...
Que estou acima do mundo

e das suas preocupações...
Que eu posso tocar o que eu quiser...
Com a mão que me doou os olhos...
E que a medida do tempo tornará tudo mais forte...
Que um dia eu poderei voar sozinha
E que eu não terei mais medo...
Terei amadurecido...
E ainda que tu já tenhas partido...
Você sempre estará comigo...
Que poderei então seguir para além da quietude das nuvens...
E que quando esse dia chegar eu estarei pronta
Eu saberei usar as minhas asas
Que as únicas coisas que importam realmente,
São a verdade e a alegria
Que neste dia não mais precisarei do anel
Pois eu terei aprendido com os pássaros...
Que eu estou, e estarei sempre com você...
LIVRE!

LIVRE!
Por que longe...
Longe...

Longe meu amor,
É um lugar que não existe...
E que a nossa distância minha (LU)z,,

é, e tem,
o tempo das estrelas...

Para um homem,


Uma essência que me ensinou
a tocar o azul...
E ainda que o céu tenha parecido estar longe...

Eu posso, eu ousei ousar,


Obrigada meu anjo,

PARA SEMPRE...




***






O simples é incrível, muitas vezes estamos tão preocupados com grandes coisas, que esquecemos das pequenas, que são os detalhes que realmente importam, e que passam despercebidos aos nossos olhos!

quarta-feira, 10 de abril de 2013

ENTRE BRUXAS, FADAS e DEUSES...


aprendi que a gente está aqui para distribuir AMOR]

VESTIDA DE SOL



de sangue
de fogo...
de estrelas

de noite
de luas
de ventos...

vestida de cheiros de manjericão
de rosas
de cravos...

de céu
de anjos
de asas

vestida de  morno manto
de águas
de acalanto
de ventre que abriga

guarda...
a-guarda...
a-colhe...

vestida de hóstia
de cálice...
de unção...


apocalipse do sagrado]



*****


então eu descobri que nos jardins há outras rosas,
e que todas elas podem ser únicas,
basta apenas descobrir,
o planeta...