Procuro uma palavra que me caiba, algo que apeteça-me ser... Um rumo, um prumo, um jeito... Um ciclo de coisas, de nunca e sempre... Em perpétua guerra, comigo mesma, então eu peço-me trégua, e proponho-me. PAZ.

GUARDIÃ DA MINHA IMPUNIDADE DE DIZER...

Eu não consigo ser chique e escrever tudo só em duas frases. Como a maioria faz.

Eu sangro a mente aos borbotões. Como espuma em cachoeira. Vou além da lógica das palavras. E em cada palavra vou me desfazendo um pouco de mim. Eu uso um pouco aqui e outro ali... sou sempre um alinhavo. E de leve, torno-me pesada (demais), mas vou tentando. Não quero um público que passa aqui apenas por cortesia. Esse meu canto é uma visita abandonada (algo pra eu vir me ouvindo). Assistindo-me. Pra eu ser a minha cúmplice. Compartilho-me comigo. Sou meu lumiar na minha lista de palavras (não li"n"das), mas que eu adoro. Como da letra a beleza é a melodia. Eu vou me falando sem querer... Sem falar... Ouvindo-me. Sem dizer (o que dá no mesmo) ou não? Aceitarei gestos (comentários) comedidos – daqueles que me conhecem (profundamente). Não abra as minhas janelas (sem que tenham) algo (para dizer-me).

As minhas personalidades (são impossíveis) de juntar. Me constituem (em milhares) mulheres inocentes de mim (quase todas) diferentes (vontades) sonhos. Gestos (descobertas) impossíveis (acho), mas assentirão ( que eu vá escrevendo-me) as minhas porcarias básicas (ou coisa alguma) frase interessante (deliciosa). Ou talvez nada (seja só um exercício) de um tempo cruel (pra espantar a velhice) risos. Ou só desculpas ridículas. (desde a minha infância remota) eu sei que eu sou assim, eu não tenho conserto. Nem dinheiro nenhum. Eu nem ligo pra coisas importantes. Nem pra pessoas interessantes. Vou “só” sonhando. “Só” pensando. Até eu queimar. E mudar de céu. E não ser mais. Mas eu não sou. E quem é? Quem me conhece sabe. Que eu sou. Ou muito triste. Ou muito irritada. Ou muito feliz. Ou muito apaixonada. Muito intensa. Ou muito tudo. Ou muito nada. Sem controle. Sem siso. Sem nada de nada. Mais informações? As pessoas interessadas. Que acessem. Ao interesse delas. Vou ficando por aqui. Me matutando. Me respondendo. Alguns vestígios? Evocam... Marcas que passam. Permanência? É presença. Tudo é significado. Na fragilidade das listas. Há sempre um olhar cravado em mim (de sempre). E PRA SEMPRE. Cujo sabor é esquecido? (jamais).


sexta-feira, 8 de março de 2013

...


As pessoas são lembradas pelos sentimentos que despertaram em nós… E quanto maior o sentimento, maior se torna a pessoa.]

domingo, 3 de março de 2013

COISAS QUE NINGUÉM SABE SOBRE MIM


coisas que ninguém sabe sobre mim...

eu gosto de azul marinho
de banho de chuva
de motivos bizarros
de hora de intervalo

eu tenho pavor de cócegas
odeio episódios de depois
(eu quero agora)
aprendi que gosto de matemática
e quando sou acordada
(fico hiper-super-muito) mal humorada
e que às vezes sou galho seco (fechada)
mas que quase sempre sou chuva
e oferto primaveras
(ainda que pareçam estar sempre na prateleira)

eu oferto sorrisos
eu gosto do sol (ainda que não pareça),
mas gosto
gosto do real e do abstrato
das delicias dos sonhos
de me fitar no espelho
e o meu ataque é uma defesa ao meu medo

eu sou péssima conselheira
mas nunca deixo ninguém na lona
e o meu equilíbrio está entre as tristezas caóticas
e as alegrias em partículas

eu assumo várias funções
e não sou nenhum resultado
eu não gosto de história sem vilão
sem mocinhos
sem sorrisos
e sem lágrimas

eu penso que sou meio estilo de óculos
e um pouco(muito) de gato-de-botas
sou gentil,
ciumenta,
idiota,
pareço durona,
mas sou mesmo uma manteiga derretida,

amoooooo brigadeiro na panela
(e ele fica ainda melhor quando eu posso dividir com você)
eu detesto telefone
(mas amoooo ouvir a voz da minha pessoa querida)

eu gosto do pôr-do-sol
da inocência da criança
de chocolate
de sorvete
de barulho de chuva
e de réstias de sol,
mas do sol a minha pele foge,
pois ao menor sinal eu fico vermelha feito um camarão,

eu dúvido do meu bom gosto
sou sem qualquer cerimônia,
gosto de andar descalça,
amo usar roupas velhas,
adoro chinelos, sapatos surrados,
esgarçados, batidos, sovados, moldados aos pés...

(detesto ter minha privacidade invadida)
sou meio transporte,
meio viagem,
ida sem ser chegada,
em estado permanente,
completa ebulição,
o tempo complica
e um momento é muito pra mim
eu vivo de par em par
mas meus preferidos são os impares
eu corro macio
e em uma palavra me viajo na velocidade da luz,
piso tão firme (que acusam-me de furacão)
e em meus pensamentos o tempo se arrasta
(mas eu penso e somatizo tudo num segundo)
amoooo sexta feira, 6 horas, 9 horas e meia noite,
gosto de fotografar (mas sou péssima pra enquadrar uma boa imagem)
mesmo assim todas as imagens especiais estão arquivadas na minha mente

eu sofro de surdez seletiva (e só reconheço alguém pela  voz)
jamais e nunca pelo rosto
eu tenho estranhas fobias
e quando eu erro peço incontroláveis desculpas
e quando quero e gosto eu sempre digo da minha sinceridade
quero, digo e afirmo, que fofoca e inveja
é o que eu mais detesto entre as mulheres
e que os homens não são nem de longe todos iguais...

eu gosto de mimos
de colo
e de beijos
mas isso são coisas que só um homem (só o meu homem) sabe sobre mim...



GUARDIÃ (in)DÓCIL


a lua cheia
me dá vertigens...

suspensa...
intensa...
é (em)êxtase...

silêncio]

essa lua contempla a minha vontade
e depois conta-me tudo...

(heim?)
é segredinho...

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

EQUINÓCIO DE ESTRELAS

Ao príncipe dos poetas (BILAC), naturalmente...


Lúci(da) errante e (aérea)

Ao cosmo soberano...
(venturoso, brilhante, radiante, oculto  e imortal)
aos imortais...
eu invoco teu bater de asas]

Oh, estrelas flâmeas,
Brilhantes,
Genetrizes de tudo
Ufanas deusas celestes
Fatídicas
Sendas, santas e divinas
Eternas...
Indestrutíveis...
Gotas que cintilam o véu tenebroso da noite

Oh, estrelas cíclicas
Sendas que regem
Os olhos dos homens mortais

Dêem-me o sêmem das tuas sementes
fertilizem os meus rituais

Não sois eu a tua primogênita táurea,
brilhante e de pura luz?
invoco pois,  vossas asas...
vem iluminar-me em vossas asas de ouro!

FELIZ LOSAR!


muita prosperidade... muita saúde... e que a paz e a harmonia aumente em todos os seres!


terça-feira, 8 de janeiro de 2013

BRANCO INSONE IMENSO


ah, matéria magica...!

é a claridade clássica, os bens são transitórios...

talvez os céus não protejam os inanimados,
vou guardar tudo num cesto e cerrar estrelas,
quem sabe assim caiam pedaços do meu sono,

aff...

meu doce apoio é cego sem bordão
sigo tateando nesse meu campo de rosas sem botões

talvez a genialidade seja tempestuosa,
ela só produz angustia
dentro de mim...

contudo eu sei
há um lugar azul na minha mente
onde eu vou as vezes
e ali
as horas são doces
os dedos são sementeiras
não adagas
é talvez,
quando um limiar cósmico me cinge

e o branco não é mais bruxoleante
e a noite é só um circulo-mágico...
e então a minha claridade reacende

ó deus do tempo, dá-me o dom de enxergar mais!
quero ver o horizonte distante
as três marias,
o cruzeiro do sul,
as corujas,
quero tirar a poeira das mãos
e sentir o tempo que muda a textura
(mas não a forma)


* nenhum detalhe novo
só fruto da minha imaginação
do amor: e de outras histórias

de todos os amores,
os melhores são os que ficam

alguns guardam no rosto o mutismo das pedras
essas não mudam...


domingo, 2 de dezembro de 2012

CÚMPLICE


eu sou essa tua moça
de carne cor de rosa
sob essas estrelas

ah! só você
só você sabe ler os meus lábios...

então eu te proponho
que tu me ames

venha meu vassalo
meu semeador

meu homem ardente...
meu vento perfumado...
venha fogo consumidor...










quarta-feira, 28 de novembro de 2012

ABISSAIS



os teus beijos são arco-íris de delicias na minha boca,
tu estás guardado no meu baú de amores...
é calmaria e permanência.
 Como apagar o teu cheiro?


e depois...
recolha-me em ti
nesse morno cansaço
entrego-me deusa
ama-me profano
consagração
incenso
meu corsário com flores
minha ternura de orvalho

DO QUE ME FARTO?




eu acho que quando eu não escrevo,
 eu estou morta.
 (CLARICE)



eu acho que a minha audácia é a luz,
  os girassóis,
 os dourados,
 e os amarelos  inexoráveis, 
afogueando-me.
 (SERPENTE ANGEL)


e meus olhos enxergaram,
por fim

e esqueci os beijos
e o arrepio da pele
e o acinzentado das carícias
das ternuras
que sobram,
e que já não sei usar

dos ecos
das flores
que nunca chegaram
das cartas longínquas
do riso com previsão
dos lábios
sem sede de molhar o olhar
sem a doçura que acalente os sonhos
ou os desejos que soletrem a boca

cerrada...
como um segredo desvendado
que se abriu pro mundo

cansada
da ausência anunciada
do gelo...
da névoa...
da neve...
do engano...
da leve partida...
[tão pesada]

eu...
sumida...
acumulada...

em mim...

****




"Quem pode, na palavra - despedida,
prever que separação nos espera (...)?
Osip Mandelstam


eu sempre te espero
fogo aceso...
maçãs...
mel...
taças...
transbordamento...
celebração...

SEM ECONOMIZAR EMOÇÕES


me disseram que todas as palavras de amor já foram ditas. Será por isso que te amo em silêncio?
não me explique, porque os desejos são líquidos...   é a corda... é o nó...  de todas as vidas por trás da minha...

Se eu soubesse dobrar origamis, quem sabe eu encontrasse as minhas pernas perdidas
(no meio deste sonho) de papél.  Cansadas... Coitadas...(de tanto viver) este amor. Quem sabe eu pudesse encontrar as minhas pernas (encantadas –  coitadas! em calçadas – e contrarias) a mim mesma. Em cartas. Em notas. Em senso. Um dia. Em versos. E fábulas. E mudos relógios. E eu as convidaria, elas (as minhas pernas) e encheria a minha noite (de cor). De todas as cores. E a lua. E as pedras. E os perfumes. E tudo andava-me pelas ruas (da menina) em mim. E quem sabe eu amaheceria (parecendo) mesmo gente (grande) feliz. Sem o olhar extático da aurora. Eu sei que este meu amor é um transbordamento aos teus ouvidos. Eu sei. Então eu só peço (as minhas pernas) que repousem (quietas). Muito quietas. Este é o grande afeto que te deixo. Sem o exaspero das lágrimas. Sem a fascinação das promessas. Quieta. Misteriosa. Palavras (dos véus) da alma. Bebendo da tua boca. O perfume dos sorrisos. Despeço-me com um beijo teu (nos meus lábios) vermelhos.

Ah! Se eu  fosse um casulo e não versos inspirados...]
falcão ou gaivota?
meu ninho é o teu colo
meu refúgio...
é você,
é isso,
que eu precisava tanto dizer...



Um dia, o maestro Antônio Carlos Jobim, atônito com a inconstância amorosa de seu parceiro, perguntou ao poeta Vinicius de Moraes: 'Afinal, poetinha, quantas vezes você vai se casar?' Vinicius (...) num dos seus improvisos de sabedoria, respondeu: 'Quantas forem necessárias'. O maestro não devia estar assim espantado. A inconstância foi um defeito que Vinicius transformou em suprema qualidade. Um erro feliz. Ela não tomava conta apenas de sua vida amorosa, mas dava o tom de sua relação com o mundo. Talvez nem fosse inconstância. Era, seguramente, um atributo que não devia ser confundido com a leviandade, com infidelidade ou fraqueza de caráter. Vinicius foi um homem sem limites, que não admitiu poupar a vida como se ela fosse um estoque limitado e frugal de emoções, que não permitiu que a avareza triunfasse sobre a generosidade. Tornou-se, com os anos, um homem abundante, que não tinha nenhum respeito por sentimentos melindrados como o medo, o comedimento ou a mesquinhez.
(José Castello, em Livro de Letras, Vinicius de Moraes)

TERNURA
[Vinicius de Moraes]

Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos

Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentado
Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras dos véus da alma...
É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta, muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite encontrem sem fatalidade
o olhar extático da aurora.



ABRANDO



na carne tenra
na energia
no submisso
no profano

borbotões...
desejo-lhe
que a paixão
lhe seja generosa

transgri (doce)
um prazer que atordoa...

abrando-me...]

dói?
sim,
mas o amor
e as suas marcas
ficam
somente em mim
guardo as suas
palavras não ditas
no rosa
no arco-íris
no perfume do tempo
numa lágrima azul

sem lamentos
ou amarelos ardis
[Ah! meu amado, dias sem você não são dias, são nada].

enleios
notívagos
monólogos
confidências ao amanhecer
é que entre nós
é preciso domar a realidade

renasço...
lasso...
langor...
abraço...
nego-me
desfaço-me
abro-me em bicas
desaguo em paredes que desmanchei
sem pouso
mancha
fome
mofo
morte?
não...
cercada de um colorido
eternidade
labirinto
alma 
espelho
memórias do amor
por você,
inteiro,
dentro...
de mim

insubmissa
do meu jeito
"EU TE AMO"
eu brinco
poema
imita-me 
e beija
os (meus)lábios
(os teus)
mais amados
termina a minha boca
na tua boca...

abrando-me
insubmissa,
brinco,
busco
a menina
que
você
deixou
em 
mim...
abrindo-me
do 
meu
amor
por
você,

não tem fim...



domingo, 25 de novembro de 2012

HARMONIA


As letras...
O silêncio...

a euforia do grito
repousa tranquilo
[na garganta]

as cordas dessa
brisa refrescante

as gotículas
que escorrem
[na vidraça da janela]

o desenho dos
dedos que desliza
no ponteiro das horas
[bebem]
uma letra...
mais outra letra...
e mais outra...

prometem?
finalmente!
uma manhã de sol?

e quem sabe
o meu olho
[nu]
possa até vislumbrar
uma estrela
[cadente?]
no céu...
[ou um arco íris?]
após tantas chuvas...

por que molha,
esfria,
trás transtornos?
eu amo chuva....

ahhhhhh... quotidiano da paz...

terça-feira, 20 de novembro de 2012

MANOBRA


e ela gritava um
êxtase de gosmas e de lírios...

e?
aaaaaaaaaaaiiii...

na mornura do gozo ajoelharam-se empapados de mel
e esfuçando-se entre as amoras e o pio dos passaros...
disseram-se para os olhos:
todas as nossas manhãs são noites de sol...

VOAR



eu deixo que o teu olhar
me proteja

eu deixo que a tua alma
me encontre

eu deixo que as tuas asas
me ensinem

tu me leva?

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

PRIMAVERA DOURADA



e de repente eu estava ali, no mesmo sentido horário, plena de paz, em paz, grávida, grávida de luz...]

Como um sonho. um contexto dentro do contexto de um sonho. estar dentro deste sonho. conduziu-me ao despertar de um sonho. acordar desse sonho. revelou-se a essência que sempre estivera ali. e tão ali.  e que não havia sido percebida. mas que sempre estivera ali. e o impulso desse amor, tem movido camadas e camadas. tem remexido no escondido do escondido. no minério está o ouro. e para chegá-lo, removem-se as crostas. Num processo de refinamento e paciência. Onde as impurezas são refinadas calma e pausa (da) mente. descansar (a mente). e tudo o que resta é o ouro em sua essência pura. em seu frescor verdadeiro. você deveria ter visto os meus olhos (sei que eram os teus olhos), eu sei que me viu, de como eu vi as coisas devagarzinho, de como bebi cada instante, de como abracei cada coisa, cada som, cada silêncio, cada palavra, e de como vasculhei e vi dentro de mim... eu te vi, e separados os olhos por kilometros e kilômetros, montanhas e rios, oceanos e mares, imensidão de lugares... eu diria que seria “quase” impossível ter girado esse tempo no mesmo tempo, no mesmo sentido horário, mas aconteceu, e aconteceu, e o impulso do querer acontecer, aconteceu, e aconteceu você, dentro de mim, e você me conduziu pra esse sonho (saiba disso), um sonho que estava ali, que sempre estivera ali, mas que eu ainda não havia percebido. obrigada meu amor, por ter me retirado da “caixa”. eu apreciei tudo. amei tudo. e tudo o que vi, e tudo o que senti foi belíssimo, foi especial, foi único, foi maravilhoso, e quando eu olhei, eu não precisei de fé, eu não tive dúvidas, eu tive certezas, eu acho que isso é fé...  

e agora? por certo, depois de tudo... há indícios de que eu venha a ter por filhos... (estrelas)




GRAMADO – EU fui...


Estar em Gramado significa estar numa terra de delícias. A cidade oferece a possibilidade de escolher entre uma grande variedade de restaurantes, cantinas, casas de café colonial, galeterias, fondues e tantos outros estabelecimentos que, juntos, oferecem o que há de melhor neste mundo dos sabores.
Um roteiro diversificado leva o visitante para verdadeiros banquetes, porque em Gramado o ato de comer não é considerado mera necessidade. Por aqui os restaurantes celebram este momento com mesas impecáveis, ambientes fantásticos e pratos irretocáveis.
Em Gramado não faltam opções de sabores, confira abaixo e escolha o sabor que mais lhe agrada.
Numa cidade que tem forte descendência italiana, é comum encontrar cantinas e galeterias. Um almoço ou jantar nestes estabelecimentos resume-se numa palavra: fartura. Desde a entrada, que apresenta uma variedade de salames, queijos e vinhos, até um saboroso risoto, a tradicional pasta ou o tenro “galeto ao primo canto,” tudo é intenso como os próprios italianos.
Se a opção for comida alemã, o que se encontra é uma mesa colorida e alegre como os descendentes de origem germânica. A salsicha, a carne de porco e as aves são as variedades mais consumidas, acompanhadas de muito chopp, é claro!
Mas se o visitante sentar à frente de uma mesa de café colonial vai ser difícil conter a gula. Beira a extravagância uma mesa com mais de 80 variedades de doces e salgados, sucos, chocolates, cafés e vinhos. O desafio consiste em conseguir provar tudo.
“Uma comida que também se come com os olhos”. Assim podemos definir o exótico cardápio japonês. A comida é considerada leve, nutritiva e de fácil digestão. Dizem que é preciso um certo ritual para apreciá-la. Os cenários maravilhosos de Gramado são ideais para este momento.
A tradição vem das cidades europeias e, como não poderia deixar de ser, a serrana Gramado incorporou a fondue em seu cardápio.
O inverno conclama para que todos se aqueçam com um bom vinho e passem horas em torno de uma mesa saboreando esta iguaria. Muitos restaurantes oferecem o tradicional rodízio, com fondue de queijo, seguida de carne e de chocolate.
As casas mais requintadas optam pela charmosa La Pierrade, uma fondue diferente: cortes de filé mignon e frango grelhados na pedra vulcânica, servidos com molhos salgados e doces.
Mas como estamos no Sul, não podemos deixar de se deliciar com um autêntico churrasco, não é mesmo? Em Gramado também tem gente que entende de verdade de churrasco. Antes de apreciar uma suculenta picanha ou uma costela assada ao calor das brasas, vale a pena provar o chimarrão, que além de muito saboroso, é um excelente digestivo.
Um bate-papo, uma roda de amigos e… uma pizza! Claro, Gramado também tem. As feitas em forno à lenha então… são indescritíveis. Para quem está mais light, uma sugestão é correr para os grelhados, a cidade tem ótimas opções, sempre acompanhadas de um resplandescente buffet de saladas.
Todo o charme da França está contido num bistrô. Lá eles são simples, mas em Gramado eles são charmosos, bem decorados e sempre repletos de pessoas bonitas. Estes lugares servem desde pratos mais elaborados, até uma simples baguete e um chá gelado.
Gramado também esconde em alguns de seus recantos, adegas com as melhores safras e os vinhos mais apreciados pelos mais exigentes sommeliers. Já os tradicionais cafés das galerias do centro e da Rua Coberta costumam ser disputados por pessoas de todas as idades, que circulam ávidas por este líquido cheio de vigor, aroma e variações.
 Contudo, nem só de cozinha internacional, chocolates e galetos se faz a mesa de Gramado. A valorosa contribuição dos alemães e italianos que povoaram a cidade é um símbolo de fartura, com produtos genuinamente coloniais.
Num passeio pelo interior de Gramado o visitante pode se deliciar com o shimier feito no tacho de ferro, ou com o pão assado em forno de barro. A spritz biersendo fermentada, ou o vinho guardado na barrica de carvalho nos porões das casas dos colonos são algumas das surpresas deste encontro com o sabor da colônia.

Ps: Dos meus dias em GRAMADO ____ entre 16 à 20/10/2012, sim, foram dias inesquecíveis...
apfelstrudel (fácil)

Ah! a apfelstrudel !!! - uma deliciosa torta de maçã, de massa folhada pronta(arosa) feita de maçã, açucar, limão, nozes e passas escuras... uma receita da cozinha alemã. Deliciosaaaaaaaa!


terça-feira, 25 de setembro de 2012

DO QUE TRANSCENDE-ME


acerca de mim...

há um furtar de imagens
antes valorizadas
agora alheias

há um sempre 
de autoria de mim mesma

há agora um conteúdo
que é exposto
e ponderado
para apreciação
de mim mesma

há que se separar
a beleza da sedução

o mundo é a podridão
do sexo pelo sexo

há o fiel e o leal do que
é saudavel nisso que
agora transcende-me

não há intenção de furtar-me
pois sou o que sou

não há seta negando-me
nessa realidade

contudo essa realidade
agora cheira à limpo
cheira a luz
cheira a sonho de ser sonho

talvez um sonho que não passe
de ser sonho,
mas um sonho que é agora apenas isso...
um sonho bom...
um sonho doce...
um sonho pleno de paz...]

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

DO AMOR EM PAZ...

Tumblr
é aquele que vai na alma e não é negativo,
é aquele que bate no peito
e volta em forma de paz
em forma de sorrisos
em forma de sol...

sábado, 15 de setembro de 2012

AO VENTO III


mover-se na direção das lembranças é reviver um vivido, que é, e sempre será, porque não lembramos do que não foi.

AO VENTO II


porque ao fundo
o sol
já é uma canção]


fui cama
fui paria
asas, pluma macia,
anjo, bicho que vertia desejos,
eram só asas e despejos
bicho de bicho mesmo,
vertiam infernos e não arco-íris,
agora quero desejos de belezas cristalinas,
a loucura do sorriso
quero as cores verdadeiras
as mais raras
as mais caras
e não os pedaços
daquilo que se rasga
e não chega
o que eu busco não verga
sacia
e chega até a eternidade...

não! não mais fantasiar monstros
e idealizar conflitos,
nunca mais...



AO VENTO


dos caminhos
dos mares navegados
dos ondulamentos
do que se percorreu

o espaço foi grande
aproveitou-se
o sono profundo
os fios azuis
a alma livre
o estado puro
as primeiras horas
o que já foi...
sem nunca ter sido
e ainda é

digo-te agora
que o sol floresce limpo
além das aparências...

que as palavras são casas
são voz
e as ruas são mãos
nas minhas mãos

e no rebuliço
do que se despede
vai com o vento
ramos e raízes
que já estão cansadas...
ficam as sementes
os novos frutos 
uma outra estada
já germinada
a vida é ação
é estrada
é palco
é papel principal
é dádiva
ser feliz...

longínquo e profícuo
é respirar nesta busca
nessa paz
nessa permanência
de nós...

talvez
a razão 
da ausência
seja mesmo
a permanência...]

RÉQUIEM PRA UMA SAUDADE


coisas de dentro
coisas de quando...
a gente dizia de coisas...
de quando tudo
parecia verdade
coisas de quando...

a gente tinha de verdade
muita,
muita saudade...

PESSOAS ESTRELAS...


da efêmeridade de tudo_______

algumas nascem,
enquanto
outras morrem______________

eterno ciclo
sem nunca ter sido___________
e o mesmo de sempre

algumas permanecem
mesmo depois
de terem partido
emanando
a mesma luz______
essas
[são aquelas]
muito especiais...

pra sempre...

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

A MONTANHA MÁGICA




E esse amor atrevido ainda é a causa das minhas reservas mentais. E que bom! E é o volume, não a causa em mim, [já] modificada. É que essa pessoa adulta que mora em mim ainda é criança [só]. E por aqui começam a aparecer esses pequenos convidativos. Não é inveja, nem é por inveja, é que essa terrível adolescente em mim teima em brincar como um bebê, e depois sempre acaba de cara assim...[confusa]  com o seu cheiro, e em seu corpo de bebê de giz que borracha não apaga, ela ainda vive na cabeça da menina,  e respira na mulher que é criança e não sabe inverter sorrisos, e o tempo não alcança, e não cansa, e não espera, mas se vive em mim...

É. A luz é um verbo que eu estou me aprendendo a suportar. Eu estou me aprendendo a suportar-me como infinitos valiosos de ser um dia a mais [sem ser nada].

Acho que têm sido um novo, e em constante revisão, e, sobretudo, e de muitas [e estranhas] possibilidades...

Sei que a elegância em mim causa espanto, [tal como imaginar desenhos de asas em um caixão], mas é tão bom ser, ao menos por uma vez na vida assim, ser esse perfume de espanto [bom] voltado pro sol...

Por tanta paz. Sim, eu estou em completa beneficiação comigo...
só comigo...

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

SÓTÃO



 image
Hoje escrevo inspirada no silêncio. Sem maiúsculas. Sem acentos. Sem reticências. Como se um outono me percorresse num pretérito tão distante. Hoje os olhos estão carregados de lembranças. Como se tudo fosse um céu carregado de nuvens em tempestade. As letras estão distantes. O calendário não conta. Se é outono, primavera, chuva amena ou sol forte. As folhas estão espalhadas. Lugares e ilusões. Tudo está ao silêncio. Eu poderia relatar momentos, momentos, momentos, e momentos. Tantas coisas. Tanta coisa que me fez sorrir. Do que foi. Das conversas trocadas. Das letras  afiadas. Dos chocolates e beijos. Das saudades, que ficarão guardadas nos ponteiros, e nas paginas, de tantos diários. Mas o que sinto, é muito mais que saudade mesmo, é a falta daquele nosso abraço apertado, aquele que era sempre esperado. Daquele sorriso entranhado, dentro das nossas bocas, e esteve em todos os nossos tantos encontros. Mas eu sei, que eu não sei compor rimas claras. Nem crônicas de lápis de cor. E nem sei compor sorrisos de arco-íris. As minhas, são cartas sem selos. [ Sempre ] sem destinatário. E por isso, talvez, nunca tenham chegado até você. É verdade que você deveria receber cartas e cartões por todos os dias do seu aniversário. [sem atrasos] Mas não são as letras que contam. Não são as letras só letras? E as minhas estão ausentes. Estão confusas. Estão distantes do mundo de agora. Não há lugar no papel presente para as minhas letras. E eu acho mesmo que já não mais consigo encontrá-las. Não como um dia encontrei. E não é verdade que todas as lembranças estão nas gavetas, eu trago em fotografias gravadas na alma, momentos dos [teus] olhos nos meus, e que jamais se perdem. E então, estão aqui, nessas tímidas linhas. Eu deixo aqui, o meu carinho, talvez sem as cores e os sorrisos que você tanto aprecia, mas com os desejos de um feliz aniversário, e  desde já... Muitas, muitas saudades mesmo...]

LÁPIS DE COR



Eu tropecei no colorido de um olhar. Me gravei nos rabiscos de um pensar. Fiz todas as cores. Repintei em vermelhos todos os sonhos. Fiz um sol gigante de encher o mundo. Os meus rabiscos foram um pouco de atenção à mim. Frases de ruas. Rimas sem sentido. Sabor das palavras. Doce sorriso. Tudo bem. É o fim de uma chama. É o treino do corpo para o espírito. Eu sei que eu vou doer. Mas eu vou. Pode não ser hoje. Mas eu andarei a minha volta.... Pra mim]