que alça vôo sem destino]
"Caminho de luz e sombras... Aquilo que está no cristalino do olho de um mago não pode ser definido --- Aqui estão hospedados poemas/letras, pro tempo não escutar"
GUARDIÃ DA MINHA IMPUNIDADE DE DIZER...
Eu não consigo ser chique e escrever tudo só em duas frases. Como a maioria faz.
Eu sangro a mente aos borbotões. Como espuma
As minhas personalidades (são impossíveis) de juntar. Me constituem (em milhares) mulheres inocentes de mim (quase todas) diferentes (vontades) sonhos. Gestos (descobertas) impossíveis (acho), mas assentirão ( que eu vá escrevendo-me) as minhas porcarias básicas (ou coisa alguma) frase interessante (deliciosa). Ou talvez nada (seja só um exercício) de um tempo cruel (pra espantar a velhice) risos. Ou só desculpas ridículas. (desde a minha infância remota) eu sei que eu sou assim, eu não tenho conserto. Nem dinheiro nenhum. Eu nem ligo pra coisas importantes. Nem pra pessoas interessantes. Vou “só” sonhando. “Só” pensando. Até eu queimar. E mudar de céu. E não ser mais. Mas eu não sou. E quem é? Quem me conhece sabe. Que eu sou. Ou muito triste. Ou muito irritada. Ou muito feliz. Ou muito apaixonada. Muito intensa. Ou muito tudo. Ou muito nada. Sem controle. Sem siso. Sem nada de nada. Mais informações? As pessoas interessadas. Que acessem. Ao interesse delas. Vou ficando por aqui. Me matutando. Me respondendo. Alguns vestígios? Evocam... Marcas que passam. Permanência? É presença. Tudo é significado. Na fragilidade das listas. Há sempre um olhar cravado em mim (de sempre). E PRA SEMPRE. Cujo sabor é esquecido? (jamais).
sábado, 21 de julho de 2012
sábado, 14 de julho de 2012
GIZ

Gostaria de ter em mim as quatro estações
que às vezes teimam
em sair coloridos
Riscos pra lugar nenhum
sem apêndice
O marrom,
O laranja,
Os azuis,
Os liláses...
Sem ter motivo algum...
Queria ser só um livrinho pelas tantas mãos...
Nada mais...
com as primeiras gotas da chuva
pois tudo o que eu espero
eu ja tenho dentro de mim...
sábado, 7 de julho de 2012
DOMINGO
o relógio
da minha
preguiça
acorda
demorado
acorda
molhado
cheira
a jasmim
o tempo
é bem-vindo
o relógio
do sorriso
que me acorda
acorda
florindo...
ARGUMENTO
quem dera
eu fosse
uma haijin
eu abriria a
janela da brisa
e despertaria
com
um haicai
em mim
Sobre a sombra e a luz....
EM BRANCO
domingo, 1 de julho de 2012
ALMA

EM CARNE VIVA

terça-feira, 19 de junho de 2012
TEMPO
segunda-feira, 18 de junho de 2012
CLANDESTINA
UMA PROSOPOPÉIA – Ou uma fábula moderna e seus apólogos?]
domingo, 17 de junho de 2012
sábado, 16 de junho de 2012
sexta-feira, 15 de junho de 2012
POR SE PERTENCER TÃO SOMENTE

[ à bandeira dos ventos]
abençoado seja o silêncio
que povoa e cede à boca
abraços de diálogos
povoados de silêncios...
FLAUTA DOCE
FEIAS E SUJAS?
quinta-feira, 14 de junho de 2012
EU NÃO SEI...

se eu tenho
o dom das estrelas,
talvez,
eu inventei
coisas
que eu contei
pra mim...?]
é que
a esperança
engana
o sonho...]
talvez...?
eu não sei...
talvez, eu escute pelos olhos...
SOBRE O FIM DA PRIMAVERA

com
côncava
hora
diluida
lentamente...
EU SEMPRE ME DEPARO COM VOCÊ

eu sempre te encontro
eu não preciso de motivos
porque a nossa história
eu sei decor]
eu sei dos gritos,
das carências
e dos medos
sei do vácuo
das verdades
e do silêncio
sei da alma
que agitada
engravida o
sonho enquanto
dorme
sei,
pois
sempre
me
deparo
com
você...
ALINHAVOS

você tem
razão...
é preciso
olhos
nos olhos
para
o existir
completo]
é que talvez,
talvez eu precise
da eternidade
pra te esquecer...
e mesmo assim,
não poderei fugir nunca
desse destino lambido,
de toda essa ternura,
desse destino navegado
dentro de mim,
novelo de ondas,
uma só carne,
sempre uma só carne...
sábado, 9 de junho de 2012
CREPÚSCULO DE OUTONO

sexta-feira, 8 de junho de 2012
E ERA TÃO GRANDE...
tão imenso,
que pesava
como uma cruz...
[ e ardia ]
como um inferno,
[na carne...]
mas quando
acontecia
[era paz]
na alma...








