
"Caminho de luz e sombras... Aquilo que está no cristalino do olho de um mago não pode ser definido --- Aqui estão hospedados poemas/letras, pro tempo não escutar"
GUARDIÃ DA MINHA IMPUNIDADE DE DIZER...
Eu não consigo ser chique e escrever tudo só em duas frases. Como a maioria faz.
Eu sangro a mente aos borbotões. Como espuma
As minhas personalidades (são impossíveis) de juntar. Me constituem (em milhares) mulheres inocentes de mim (quase todas) diferentes (vontades) sonhos. Gestos (descobertas) impossíveis (acho), mas assentirão ( que eu vá escrevendo-me) as minhas porcarias básicas (ou coisa alguma) frase interessante (deliciosa). Ou talvez nada (seja só um exercício) de um tempo cruel (pra espantar a velhice) risos. Ou só desculpas ridículas. (desde a minha infância remota) eu sei que eu sou assim, eu não tenho conserto. Nem dinheiro nenhum. Eu nem ligo pra coisas importantes. Nem pra pessoas interessantes. Vou “só” sonhando. “Só” pensando. Até eu queimar. E mudar de céu. E não ser mais. Mas eu não sou. E quem é? Quem me conhece sabe. Que eu sou. Ou muito triste. Ou muito irritada. Ou muito feliz. Ou muito apaixonada. Muito intensa. Ou muito tudo. Ou muito nada. Sem controle. Sem siso. Sem nada de nada. Mais informações? As pessoas interessadas. Que acessem. Ao interesse delas. Vou ficando por aqui. Me matutando. Me respondendo. Alguns vestígios? Evocam... Marcas que passam. Permanência? É presença. Tudo é significado. Na fragilidade das listas. Há sempre um olhar cravado em mim (de sempre). E PRA SEMPRE. Cujo sabor é esquecido? (jamais).
terça-feira, 19 de junho de 2012
TEMPO

segunda-feira, 18 de junho de 2012
CLANDESTINA
UMA PROSOPOPÉIA – Ou uma fábula moderna e seus apólogos?]
domingo, 17 de junho de 2012
sábado, 16 de junho de 2012
sexta-feira, 15 de junho de 2012
POR SE PERTENCER TÃO SOMENTE

[ à bandeira dos ventos]
abençoado seja o silêncio
que povoa e cede à boca
abraços de diálogos
povoados de silêncios...
FLAUTA DOCE
FEIAS E SUJAS?
quinta-feira, 14 de junho de 2012
EU NÃO SEI...

se eu tenho
o dom das estrelas,
talvez,
eu inventei
coisas
que eu contei
pra mim...?]
é que
a esperança
engana
o sonho...]
talvez...?
eu não sei...
talvez, eu escute pelos olhos...
SOBRE O FIM DA PRIMAVERA

com
côncava
hora
diluida
lentamente...
EU SEMPRE ME DEPARO COM VOCÊ

eu sempre te encontro
eu não preciso de motivos
porque a nossa história
eu sei decor]
eu sei dos gritos,
das carências
e dos medos
sei do vácuo
das verdades
e do silêncio
sei da alma
que agitada
engravida o
sonho enquanto
dorme
sei,
pois
sempre
me
deparo
com
você...
ALINHAVOS

você tem
razão...
é preciso
olhos
nos olhos
para
o existir
completo]
é que talvez,
talvez eu precise
da eternidade
pra te esquecer...
e mesmo assim,
não poderei fugir nunca
desse destino lambido,
de toda essa ternura,
desse destino navegado
dentro de mim,
novelo de ondas,
uma só carne,
sempre uma só carne...
sábado, 9 de junho de 2012
CREPÚSCULO DE OUTONO

sexta-feira, 8 de junho de 2012
E ERA TÃO GRANDE...
tão imenso,
que pesava
como uma cruz...
[ e ardia ]
como um inferno,
[na carne...]
mas quando
acontecia
[era paz]
na alma...
ERA AMOR ANTES DE SER

quarta-feira, 6 de junho de 2012
SÓLIDA
a gente
de repente
vive de novo
o impossível]
uma estação
má
e gasta...
não há
dias reinantes]
BEM-MEQUER - MALMEQUER
agora fica
esse cheiro
dos teus olhos
dentro das
minhas pétalas]
pólen molhado
estrelas escritas
besouros limosos
nervuras nítidas]
deita aqui,
adivinha quanto é que eu gosto de ti?
CONTRÁRIOS DESFEITOS
segunda-feira, 4 de junho de 2012
ADIVINHA QUANTO TE AMO

VIDA INTIMA

um macho e uma fêmea...
- outra vez...
domingo, 3 de junho de 2012
UMA ESTRADA QUALQUER

na curva
dessa história]
a sinfonia
dos ecos...
parece mesmo
que já se
passaram
muitos séculos]
ainda haverá sol?
ESMAIADA

escurecer
é quase
amanhecer]
a claridade
se dilui
e a noite
espera]
é o grande
sono
a sombra
de um
sonho]
é o meu
reino
selvagem
que amanhece
a noite]
*Elegia à AUGUSTO MEYER, poesias, 1957
INDIZÍVEL
a irrevelável
intimidade
é como aquela
da primeira vez
em que se viram]
ainda sem ter
lhe dito
nenhuma
palavra...
LUSCO FUSCO

memórias fiéis
de quando os olhos
estavam
um no outro
de quando
parecia mesmo
que os admiravam
de quando
não era
improviso,
era arrepio
na pele,
era suspiro
na alma
Á MEIA LUZ

eclipsando vácuos...]
a obscuridade
jamais se mistura
à luz
ainda, que seja
latente,
à memória...]
saudades de um tempo
em que não vivi...